Famílias reduzem endividamento, mas cautela com gastos aumenta, aponta pesquisa da CNC

A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que o percentual de famílias endividadas no Brasil caiu para 76,1% em janeiro, uma redução de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e de 2 pontos percentuais comparado a janeiro de 2024. Apesar disso, 29,1% das famílias têm dívidas em atraso, e 12,7% não conseguirão quitá-las. O cartão de crédito continua sendo a principal forma de endividamento, atingindo 83,9% dos devedores, embora tenha havido uma leve redução nesse indicador.
Casos como o da professora Danieli Silveira ilustram a mudança de comportamento: ela reduziu gastos, evitou compras parceladas e priorizou o pagamento à vista para controlar suas dívidas. Por outro lado, famílias vulneráveis, com renda de até 3 salários mínimos, viram seu endividamento aumentar, com 18,4% sem condições de pagar suas dívidas. Além disso, 20% das famílias endividadas comprometem mais da metade de sua renda com dívidas.
A CNC projeta que o endividamento voltará a crescer ao longo do ano, atingindo 77,5% das famílias até dezembro, com 29,8% inadimplentes. A pesquisa também destacou que as famílias estão mais cautelosas com gastos, refletindo uma perspectiva conservadora para o consumo.