Gladimir Chiele defende retomada da identidade gremista e rejeita SAF em entrevista à Rádio Grenal

Gladimir Chiele defende retomada da identidade gremista e rejeita SAF em entrevista à Rádio Grenal

Na sequência da série de entrevistas com os pré-candidatos à presidência do Grêmio, a Rádio Grenal recebeu nesta terça-feira (24) Gladimir Chiele. O dirigente apresentou suas ideias para o futuro do clube e reforçou sua oposição à SAF, defendendo uma gestão com identidade, participação do torcedor e responsabilidade financeira.
“O Grêmio precisa resgatar sua identidade”
Logo no início da entrevista ao Café com Futebol, Chiele destacou a motivação que o clube representa para milhões de torcedores e o desejo de devolver ao Grêmio o protagonismo histórico:
“A própria existência já é a própria motivação pra qualquer um dos doze milhões de torcedores espalhados pelo mundo. (…) Todos os torcedores gostariam de ser presidentes do clube do coração.”
“O Grêmio passou a ser um mero participante dos campeonatos. Nós precisamos resgatar esse Grêmio.”
Segundo ele, o clube perdeu sua essência nos últimos anos e precisa recuperar a identidade que o consagrou no cenário nacional e internacional.
Participação do sócio e gestão técnica
Chiele defende um modelo de gestão baseado em projetos e critérios técnicos, com mais espaço para a participação do associado:
“Nosso projeto busca ampliar a participação do sócio, para que ele tenha efetivamente uma maior inserção dentro do clube.”
“A execução de todas essas propostas deve partir de projetos, depois de perfis de adequação, para que a gente tenha então o resultado técnico positivo.”
Contra a SAF: “Nem pensar”
O pré-candidato foi enfático ao declarar sua oposição à transformação do Grêmio em Sociedade Anônima do Futebol (SAF):
“SAF, nem pensar. Mesmo com eventuais possibilidades de avaliação, eu não acredito. E do jeito que o nosso torcedor tem amor pelo clube, eu não acredito em um clube de futebol que tenha dono.”
Arena e a crise contratual: um alerta
Em um dos trechos mais densos da entrevista, Chiele detalhou os bastidores da negociação da Arena e os prejuízos provocados pelo contrato firmado inicialmente:
“O Grêmio ficava, naquela oportunidade, sem receitas em relação ao quadro social, sem a bilheteria, sem o patrimônio, sem a marca.”
“Além de não ter receita nenhuma, ainda teria que pagar 44 milhões anuais para locação do anel superior da Arena.”
Chiele relembrou a intervenção do ex-presidente Fábio Koff como decisiva para evitar o colapso financeiro do clube:
“O presidente Koff firma o terceiro termo aditivo, reduz de 44 para 18 milhões anuais e mantém todo o quadro social exclusivamente para o Grêmio.”
No entanto, ele lamenta que a negociação para o clube assumir a gestão da Arena tenha sido interrompida pela Operação Lava Jato e a crise da empreiteira responsável.
Sustentabilidade financeira sem onerar o torcedor
Para enfrentar os desafios econômicos, Chiele defende o aumento da receita por meio de parcerias comerciais e outras fontes — sem elevar preços para o torcedor:
“Nós temos que aumentar a receita sem aumentar necessariamente ingressos ou mensalidades dos sócios.”
Ele também rebateu a ideia de que apenas milionários podem administrar o clube:
“A história mostra que não há necessidade de ser rico ou milionário pra poder trabalhar na gestão do Grêmio.”
Compromisso com o legado
Encerrando, Chiele reforçou que sua proposta é devolver ao Grêmio sua grandeza, com responsabilidade e valorizando a força coletiva da torcida e do quadro social:
“A ideia é buscar restabelecer a identidade que o Grêmio tem perdido ao longo do tempo, e que precisa em relação a tudo que já viveu.”
Perdeu a entrevista? Assista na íntegra no canal da Rádio Grenal no YouTube.
A série segue nesta semana com os demais pré-candidatos à presidência tricolor.
Acompanhe a cobertura completa em @rdgrenal
Autor: Rádio Grenal
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